quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Supremacista Rubro-Negro


Flamenguista de coração, de corpo e alma;
de todas as cores, de todas as raças;
de tantas conquistas, incontáveis taças.
Sou branco, sou negro, sou ameríndio,
sou cafuzo, sou mameluco.
Sou Zico, Leônidas da Silva e Zizinho;
sou Domingos da Guia e Almir Pernambuquinho,
meu conterrâneo, indo e voltando.
Ah! Eu tô maluco...
Sim, de vera, sou de Pernambuco, nato;
mas, carioca de fato, de criação;
antes do Distrito Federal, setentrional.
Mengo, de Valido, Doval e Rondinelli,
que encarnaram, vestiram a 2ª pele;
fora deles, nada é igual ou mais autêntico
que a passagem do hino,
que aprendi a cantar; então, menino:
“Vencer, Vencer, Vencer;
Uma Vez Flamengo, Flamengo até Morrer!”
Aliás, mesmo depois da morte;
pois, a aura rubroenegrece e o espírito prevalece;
mas, você, que não tem essa sorte de bem nascido,
privilégio de quarenta milhões do “Mais Querido”, desista;
nem tenta, pois, Nação, Favela e Manto Sagrado
não precisam do pleonasmo
do nosso intenso nome;  
pois, já são termos consagrados do e pelo ;
como no “ABC do Sertão”, do grande Gonzagão;
nordestinamente falando.
Mas, o Rubro-Negro também é Norte, Sul, Centro-Oeste
e de berço, Sudeste; então, capital do país.
Prestem atenção: “nenhum clube nacional
tem tamanha integração”!
Como respondeu Flamengo, na lata, o jornalista inglês,
sobre qual seria o maior clube do Brasil,
dizendo os porquês ao atônito entrevistador,
um dos inúmeros paulistas, mais anarquista que contestador.
Então: “aceita, que dói menos”;
pois, o que nos agiganta, vos amedronta;
o que nos acalanta, vos consome.
Nada é maior, nem nos afronta;
muito menos, o sacrilégio
de atos e palavras de menos validos,
inválidos e invejosos.
A História construiu essa dinastia,
cento e vinte e um anos de glórias;
muito mais vitórias; também, derrotas e empates;
enfim, embates inesquecíveis
que a memória nos conta.
Então, sai da pista;
sou, velocista; também, maratonista;
sou elitista, Supremacista Rubro-Negro
de atitude, íntegro;
de completude, inteiro;
Pude e posso escrever::
“Isso Aqui é Flamengo!”

SRN,

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Falsos Rubro-Negros



Caro Sr. PresidenTe do Clube de Regatas do Flamengo, (Eduardo Bandeira de Melo, doravante, EBM; também, Mr. Mengoo (Mr. Magoo), em alusão ao famoso desenho animado da United Productions of America, criado em 1949; claro; não, por intimidade e/ou por desrespeito, mas, por consagração pública do acrônimo e da imagem do caricato personagem principal, Mr. Quincy, um velho baixinho, careca e com deficiência visual. 
Declaro, também, que sou “velho”, careca e uso óculos; diferentemente, "sou brasileiro, estatura mediana, gosto muito de fulana"...
Portanto, não há qualquer preconceito velado; apenas, a questão da visão, no sentido interpretativo de “enxergar” os fatos e não criar inimigos como a imaginária persona da ficção o fazia e o Senhor, também, pelo conhecimento das últimas declarações e atos descabidos.
Enfim, tenho alguns questionamentos sobre as políticas do clube, com respeito à gestão do futebol e outros aspectos inerentes; tal, reforçado ao ouvir as suas palavras, após a triste derrota para o San Lorenzo; termos estes, não muito diferentes de outros proferidos em ocasiões diversas de derrotas, perdas de títulos.
Para mim, claro está e isso é “política”; há um séquito de bajuladores, de IDiotizados manipulados por ID’s, ditos Influenciadores Digitais, prontos a aplaudi-lo, em quaisquer circunstâncias.
Nessa linha, também existem o “jornalixo” bairrista anti-flamenguista e o jornalismo esportivo sério, de opiniões isentas; que, na minha visão, os dois maiores representantes são o palmeirense Paulo Vinicius Coelho, PVC, da Fox, quando não envolve o time dele, comparativamente e o flamenguista Mauro Cezar Pereira, MCP, da ESPN; claro que existem (?) outros bons e imparciais profissionais neste ramo.
Aliás, no Twitter, fui bloqueado pelo MCP; creio que, por razões ideológicas; sou radicalmente anti-esquerdista, o que não me parece ser o caso dele, nem o seu, Sr. PresidenTe; notadamente, após apoio ao candidato derrotado à Prefeitura do Rio (que alívio!), Marcelo Freixo, do PSOL, que tem ligação partidária com o seu irmão.
Devo tê-lo chamado de prepotente, o comentarista; como assim o qualifico, EBM; mas, digo que, apontamos nos outros, aquelas virtudes e/ou defeitos que mais reconhecemos em nós mesmos; assim, certamente, em minha vida pessoal e profissional feri pessoas, por julgamentos, atos e/ou palavras dos quais não percebi, enquanto os cometia.
Após o fatídico jogo, o jornalista MCP, bastante emocionado, lhe fez colocações contundentes e realistas sobre o nosso time e o Senhor, questionado, tomado de “fúria” controlada, falou como torcedor, ofendido da suposta falsidade daqueles que o confrontam, que, “graças a Zico”, existem; mas, como eu, não temos questões pessoais nenhuma contra o EBM; porque somos todos Mengão, o Senhor também e queremos o melhor para a instituição esportiva maior do Brasil; a questão é jurídica, CNPJ; não, física, CPF (Cadastro do PresidenTe Flamenguista).
Desculpe, não posso perder a piada...
Assim, pergunto:
- o que o faz pensar que o Senhor, seus seguidores e seus aliados, são os Verdadeiros Rubro-Negros?
- por que eu, flamenguista de (quase) sessenta anos, diria que seu contemporâneo e também, outros tantos torcedores, com ideias próprias, todos os que não concordam com as suas palavras e/ou ações, os que lhe enfrentam; seríamos os Falsos Rubro-Negros?
- onde existe a escala “Flamenmetro”, pra determinar que um RN é mais Flamengo que os demais?
Certa feita, o “Pofexô” disse que “vocês” não entendem nada de futebol; concordo conceitual e parcialmente e explico que sou Engenheiro Mecânico, mais voltado às áreas de Refrigeração e Ar Condicionado e tenho encontrado muitos profissionais, sem formação especializada; mas, que têm a prática, anos de experiência; assim, também podem e devem opinar,  com propriedade, se demonstrarem esta competência; o que não é o caso do Senhor, com a sua ingerência no futebol. Entretanto, minimamente, o que está faltando é uma gestão de pulso, uma liderança impositiva, que não concorde e não permita que o time seja elogiado pelo treinador, após uma derrota; que não aceite tantas desclassificações vexaminosas, por não jogarmos com “sangue nos olhos”!
Por isso, quanto ao time, faço mais perguntas e afirmações:
- por que jogadores medíocres; no máximo, regulares, como Márcio Araújo, Gabriel e Vaz, ainda são titulares?
- no caso do 1°, craques como Mancuello, Cuéllar, Ronaldo e Rômulo estão, quase sempre, disponíveis e MA, o Inominável, assim referido por elevado percentual da torcida, penso que nem no banco deveria estar.
- por que o técnico não levou o Mancuello para o jogo decisivo, quando o craque argentino conhece todas as armadilhas do local e do adversário?
- em seu lugar, o inútil Gabriel; assim, quando seria possível imaginar que esse “peladeiro” poderia fazer a função do Diego ou ser útil pelas “beiradas”, como diz o treinador?
- por que, contra o CASLA, o Zé Ricardo não escalou o Éderson para essa função, comprovadamente recuperado física e tecnicamente?
- quanto de “panela” existe, de fato, no grupo; uma vez que o William Arão declarou, publicamente, que prefere o MA no time; aquele que só joga pros lados ou pra trás; isso, porque se entende melhor com ele, também, fora de campo?
- quanto disso tem influência no técnico Zé Ricardo; inclusive, EBM, qual o tamanho da sua fala ao dizer que o MA é excepcional jogador?  
- por que a #Meu10Veste8, criada e/ou divulgada por um conhecido ID, quando a camisa do jogador deveria ser, no máximo, a de torcedor?
- isso, se MA, de origem, for rubro-negro; como verdadeiramente ocorre com o Pará; pois, a demonstração de desconhecimento da dimensão e da pujança da Nação, foi declarada errônea e publicamente, mesmo após quatro anos no clube; palavras estas que não serão apagadas, ainda que, com publicação posterior, já emitida jornalisticamente e com indisfarçada “doutrinação”.
- no caso do jogador oriundo do Bahia, ao terminar o contrato vigente, recém-assinado, serão, ao final, sete anos de “serviços prestados”, com rara atuação brilhante; até então, somente no 2x0 contra o Galo, na CB 2014 e alguns poucos bons jogos; assim, o conhecido investidor e ex-dirigente do clube, tem influência na presença do craque(?) no grupo; inclusive, como titular?
- Rafael Vaz, não o reputo como um mau jogador; diria, até, que tem alguma qualidade, como domínio e toque de bola; porém, falhou várias vezes, por displicência e/ou excesso de confiança, vide Richarlison, Santiago Silva e outros; errando, também, por má colocação, por exemplo, no gol de empate do San Lorenzo; diria que, pelas características específicas, seria desejável como 1° volante; não, como zagueiro; certamente, melhor que o inepto MA; mas, atrás dos outros já citados.
- tem obsessão por bater faltas; mas, não enxerga a prioridade de outros batedores melhores qualificados emocional e tecnicamente; mesmo que, em treinos, demonstre eficiência.
- pelo conjunto da obra, com o elenco atual, o manteria no grupo, somente na reserva.
- entendo que há necessidade de “bancar” o Damião, por conta de ligação com a Doyen (Cirino) para minimizar perdas; inclusive, não foi um erro contratar o então atleticano do PR, a insistência é que foi danosa; mas, o Felipe Vizeu está de fato, machucado, barrado ou negociado?
- quanto ao Zé Ricardo, não aceito a insistência dele em relação aos jogadores citados; inclusive, a sua gestão de “bom moço”, com elogios desnecessários e/ou fora de hora, indicam a sua falta de pulso, de comando e isso é materializado, por exemplo, nas ditas cobranças de faltas do Vaz, nos jogos.
- apesar de criticá-lo muito por essas preferências; talvez, esteja se submetendo a elas, por ser o lado mais fraco; sem condições de negá-las; mas, não o vejo com características pessoais importantes como a de ser um contestador, claro que, com embasamento técnico para comprovar as suas hipóteses; acredito na visão do MCP, que ele seja um técnico qualificado, mas, a aceitação da “panela” existente no grupo é inadmissível.
- assim, tem qualidades, demonstra conhecimentos; mas, para o “Ano Mágico” (qual e quando?), não é o treinador ideal; enfim, se não houver mudanças, espero que ele “enxergue” essas deficiências para termos, pelo menos, um semestre de magia, com a conquista da Sulamericana (Palestino?), da Copa do Brasil e do Brasileirão.
- penso ser unânime a necessidade de reforços pontuais: um goleiro (Júlio César ou Walter), um zagueiro (Gil ou Ânderson Martins) e um meia-atacante (Éverton Ribeiro ou Tardelli).
- falando em liderança, qual o papel do Mozer (grande ídolo) nessa gestão?
- e o Rodrigo Caetano, creio que a sua discrição, na maior parte do tempo, demonstra passividade e falta de liderança, exigidas numa gestão desse tipo e que não combinam com o Flamengo; inclusive, são posturas que enxergo nos seus gestos e ações, EBM; pois ser chefe, estar no comando, necessariamente, não é ser líder; é isso?
- por que, após a "saída" do Godinho e de forma não compatível, você assumiu a VP de futebol?
- então, PresidenTe, tenho feito críticas contundentes na FlaTT; praticamente não utilizo o Flacebook; porque sou impaciente, não tenho “estômago” para argumentar com a “massa de manobra IDiotizada”; já tentou convencer um PeTralha?
Por isso, do ponto-de-vista pessoal, entendo a sua conduta; mas, o representante maior do Clube de Regatas do Flamengo não pode se ressentir de questionamentos corretos, para muitos, quanto à gestão de futebol.
Esse Flamengo que tanto nos orgulha, claro que tem (ou não) a sua mão, na boa gestão administrativo-financeira do clube; mas, nunca se esqueça, que tal só foi possível, graças à fundação, à base de sustentação, aoQuarteto Flamengástico” (Bap, Wallim, Tostes e Landim) e outros, com o apoio irrestrito e incondicional de um tal Zico, Arthur Antunes Coimbra, ídolo maior e incontestável da Nação; que, também, fez sérias críticas ao futebol, sem citar nomes; mas, colocando, claramente, que há jogadores que não podem vestir o Manto Sagrado; pois, não o honram.
De novo, peço desculpas, EBM; mas, você, que entrou “pela janela”, no final de 2012 e fez um bom trabalho, com a equipe montada pelo grupo original, no 1° triênio, 2013/15; deveria, na reeleição, 2016/18, por questões de princípios, ter cedido a vez ao grupo Verde, dissidente; mas, que continuou a ter apoio do Zico. 
Para mim e para muitos, EBM, a sua mais lamentável falha; pois, caracteriza para o golpeado, um gesto de traição; porém, acredite e eu sei que você sabe, o Flamengo é maior que isso tudo.
Uma breve historinha, em 1972, um sábado, na Gávea, não lembro, exatamente, se pela manhã ou à tarde; assisti a um jogo decisivo do campeonato carioca de juvenis; hoje seria o Sub-20, Flamengo 2x0 Vasco da Gama e o time era esse: Cantarelli; Nei, Jayme (o de Almeida), Rondinelli e Vanderlei (o Luxa; então, com V e I); Léo e Geraldo (o Assoviador); Dudu (irmão de Michila e Fio Maravilha), Fidélis (artilheiro do campeonato, não vingou), Zico e Julinho (não era o Uri Gueller). 
Este jogo, este fato não me faz mais ou menos Flamengo que ninguém; também não cabe à Presidência do clube, quarenta e cinco anos depois, a outorga, o direito de proclamar a si e aos seus seguidores e aliados, como os Verdadeiros Rubro-Negros; creia, nós, que questionamos dadas condutas e pensamentos, não somos e nunca seremos os Falsos Rubro-Negros; enfim, seríamos muito maiores se as suas vaidade e prepotência não estivessem à frente das palavras e ações adjacentes; pois, o maior patrimônio do flamengo é a Nação.
Outra historinha: antes disso, em 1967, morava no bairro da Gávea, na rua Piratininga, 62; quase todos os dias, à tarde, pegava ônibus e ia jogar futebol de salão; nada de futsal, na AABB, do qual era sócio, por filiação. 
Descia na parada da Ataulfo de Paiva, no cruzamento com a Afrânio de Melo Franco; seguindo, então, por essa via, passando pela favela da “Praia do Pinto” e em frente ao conjunto residencial Papa João XXIII, bons e seguros tempos, acessava o clube, pelo portão secundário, sempre cumprimentando o porteiro, Sr. Noventa Casimiro, que parecia, aos meus olhos de garoto, Duzentos; mas, ele não está no Google!?
À noite, vindo do trabalho, BB, por vezes, meu pai jogava sinuca com um médico do Flamengo, que também era sócio do clube vizinho; este, certa vez, ao ver o meu “talento”, modestamente falando, na quadra, levou-me para o CRF; então, treinei três ou quatro semanas seguidas e pela minha idade, hoje, quase sex...agenário (nem comigo eu perco a piada); penso que devo ter batido bola com Adílio e Júlio César; não sei, não criei lembranças e para minha grande frustração, infelizmente, não aconteceu...
Antes que falem, nada de politicamente correto, nada de racismo, tenho e sempre terei boas lembranças do Merica e do Obina e quase nunca, do "Caramujo" (o gol, em impedimento, do título de 2014) e do Gabriel (jogo já citado).
Meu Flamengo de todos os tempos: Júlio César (Bruno); Leandro (maior LD da história), Domingos Da Guia, Aldair (Mozer) e Júnior; Fausto (A Maravilha Negra), Zizinho e Zico; Dida (pra ter vaga, jogaria como o Tita), Leônidas da Silva (O Diamante Negro) e Romário (204 gols pelo Flamengo); assim, apenas três ou quatro caucasianos e oito ou sete “crioulos" ou pardos.
Creia, Sr. PresidenTe Eduardo Bandeira de Melo, EBM, quero o seu sucesso profissional como representante maior do Clube de Regatas do Flamengo; mas, ouça os seus torcedores, inclusos, os analistas; que, aparentemente, na sua visão, estão contra você, o que não ocorre; pois, o pensamento é uníssono, só queremos o melhor para a nossa instituição; nada, nem ninguém é maior.
“Isso Aqui é Flamengo!

SRN,

sábado, 3 de dezembro de 2016

Ê...Vamos, Vamos, Chapê!

Então, cantava o poeta Belchior:
“se você vier me perguntar por onde andei”...
Talvez dissesse: “não sei; mas, hoje, em Chapecó”.
Sim, estávamos, agora, todos na Arena
e o céu, também, chorando a cena da “coreografia” da 
Guarda de Lanceiros das Forças A®madas do Exército Brasileiro,
depois de transportados por duas aeronaves C-130, da FAB,
em sincronia, como um realejo;
carretas abertas, com urnas cerradas em cortejo.
Sim, não mais, doze; agora, são catorze os Trabalhos de Hércules
 e à mitologia grega, agrega-se a dura realidade do pranto de dor,
para encontrarmos a paz, enterrarmos os nossos mortos
 e cantarmos a uma só voz: “o campeão voltou, o campeão voltou”...
Então, eu falaria do Ananias Elói, maranhense, que começou no Bahia,
rodou por outros ares, chegou ao Sport;
até ter o norte de ir pra Santa Catarina.
Mas, o gol de empate do herói, no 1° jogo, quis o destino,
levou a vantagem da decisão pra Arena Condá,
contra o time do Papa, o argentino;
que, há pouco, abençoara o cubano assassino.
Aliás, na homenagem no Atanasio Girardot,
também falou o Sinistro do Exterior, o socialista fabiano;
vindo, há pouco, da ilha de Havana;
onde elogiara o sanguinário ditador.
Mas, apesar da maldita ligação,
não há como negar a emoção na fala;
as belas e eloquentes palavras do “Vampiro”,
codinome quando revolucionário;
ainda mais, quando o palestrino citou
as cores verde, da esperança e branco da paz,
que reúnem os times, nunca mais adversários.
E como não vislumbrar a imagem da locutora,
retângulo áureo de beleza loura estonteante;
choro contido, lágrimas represadas e falar cativante.
Enfim, Santo Padre, o mau destino não pôde ser evitado;
pois, não houve fada, nem varinha de condão;
assim, um mero zero a zero, no jogo da volta,
levou o belo time à final; que legal, que triste, fatal!
Claro, Miltão, não sejamos hipócritas;
como, de fato, são os canalhas do Catraca (Deus me) Livre,
malditos e venais esquerdoPaTas; você, não!
Assim, comentarista, real e invariavelmente, bairrista, parcial e chato,
só não mais que o Araque Neto 0,10;
eu, você e muitos pensamos na grande defesa,
nos últimos momentos, do goleiro, o Paredão;
o filho da Dona Ilaídes, ídolos, ele e a mãe; 
agora, também do Guido e de uma gigantesca nação.
Claro, santista, existe a forma e o conteúdo;
contudo, na sua retórica, tudo que você falou é verdade
e em parte, repito: “se o Danilo não tivesse feito aquele milagre”...
No reflexo, tirado a bola com o pé direito,
não aconteceria o pior; não haveria nexo, será?
Exatamente, como você externou no TT e eu também;
mas, “eu sou apenas um navegador latinoamericano”...
Mas, foi ele, o arqueiro ou o índio nativo que evitou a derrota?
Sim, dos sete sobreviventes,
o único que não resistiu aos ferimentos,
vindo a falecer, doze horas depois, foi o goleiro;
como se morresse duas vezes
e pra família; maior sofrimento.
Mas, antes que a cruz, o fardo, lhe fizesse mal, não jus;
posto que seria irreal; há outros “Ses” envoltos...
Assim, o piloto e sócio da La Mia,
este, sim, o “Porquê”; não, o “Se”,
o motivador da trágica ocorrência;
pois, a arrogância do Comandante
na presunção de autonomia;
talvez, por soberba, excesso de confiança
ou ainda, necessidade de economia,
de não falimento da companhia;
então, causou o que não devia, a pane seca.
Sim, na queda, não houve explosão;
assim, foram seis os “escolhidos”,
não estavam nesse resgate coletivo,
segundo o espiritismo;
pois, não era chegada a hora.
Alan, lateral e primeiro "salvado";
Follmann, goleiro, teve amputada a perna direita
e o zagueiro Neto, com múltiplas fraturas;
ainda, dois dos nove tripulantes, bolivianos, Erwin e Ximena
e um dos vinte e um jornalistas, Rafael Henzel;
todos com sequelas e uma 2ª vida.
Mas, de novo o condicional;
sim, se o Cerro Porteño, na outra semifinal,
tivesse ganho do Nacional...
Em contra-partida, o povo antioqueño, de Medellín,
não mostraria ao mundo inteiro,
a solidariedade, a grande generosidade do povo colombiano.
Mas, no Brasil, no limiar da dor,
um chileno(?) ma(IA)quiavel(HACO),
prepara a tocaia no Congresso; ao povo, um desfavor.
Enquanto o outro Maia, alagoano, também começou na Bahia;
mas, no Vitória, Arthur Brasilino, cedo, fez história de sucesso
e com um gol, já pelo América de Natal,
que girou o mundo, de “Maiadona”, quase igual.
Então, passou pelo meu Flamengo, não teve tanto brilho,
apesar do talento precoce e foi pra Chape,
suprir a vaga deixada pelo Camilo, que foi pro Botafogo.
Se não tivesse ido, o que teria acontecido?
Tudo igual ou nada parecido?
Brilhante Atlético, nos enche de emoção
ver um time colombiano conquistar a América,
deixar no pretérito, mais que perfeito e então, transferir o mérito,
o presente para o clube catarinense,
o Verdão do Oeste, a Chapecoense;
espero, com aval do Conmebol.
Como vemos, é muito mais que isso, o futebol.
E o Canela, que veio do outro Botafogo,
de Ribeirão Preto, iria jogar; agora, não mais;
pois, deixou para trás, irmã e pais, “órfãos”, seus fãs.
O que falar, então, do conterrâneo Cléber Santana,
o craque que começou no Leão da Ilha,
time do coração dos meus filho e filha;
que ironia a um pai flamenguista;
não nato; mas, criado no Rio,
antes de ver GodZico, no velho Maraca!
Mas, o nativo de Abreu e Lima girou o mundo,
jogou na Espanha e no Japão, também, pelo Mengão;
não sei, com tanto talento, não foi à seleção!?
E o Dener Braz, dispensado no Grêmio,
continuou pelo Sul, até chegar à Condá, como prêmio;
pois, haveria, mais ainda, de brilhar.
Agora, na lateral esquerda, no time do céu,
vai alçar bolas na área pro Bruno Rangel cabecear;
sim, o atacante e maior goleador,
natural de Campos dos Goytacazes;
cidade que, certamente, não se orgulha
de um canalha ex-governador,
“pivetinho”, “dimenor”, ladrão contumaz;
quanto mais, melhor!
Mas, se ainda estivesse no Joinville;
este, não teria, há pouco, caído de Série, nem o artilheiro;
o avião, não sei, nem quero saber do paradeiro.
Quem, também, não mais cabeceia
é o Éverton Kempes, pernambucano de Carpina
e nome de goleador de Copa do Mundo.
Sim, os pais não devem enterrar os filhos;
mas, no dia do aniversário do Seu Osmar,
a morte do Filipe Machado, que foi ídolo no Macaé;
agora, na Chapé; aliás, para sempre.
Casado com Aline, mãe de Antonella,
buscou os Emirados, pensando nelas
e voltou pra colher os louros.
Revelado no Colorado, será velado no rival tricolor
e apesar do “esquecimento” de um,
difícil crer no desprendimento do outro; 
pois, a rivalidade local supera os limites da (ar)razoabilidade.
Se tivesse ficado lá por mais um ano...
E o Matheus, o caçula dos Biteco,
oriundo do Imortal, triste ironia, também se foi,
pra desespero do irmão Guilherme.
Sim, na companhia do Lucas, o atacante;
do Gil, o volante potiguar;
do William Thiego de Jesus,
que carrega, no nome, o próximo lar
e do Tiaguinho, que, assim, não mais verá o filho nascer;
depois de saber e chorar com o presente divino.
E o que falar do Gimenez, 
o “menino” que saiu de cena, sem felicitar a mãe 
e do Sérgio Manoel, o volante que acabara de chegar;
antes, não tivesse vindo...
Mateus Lucena, o Caramelo, sem espaço no São Paulo
e o Marcelo, que também jogou no rubro-negro carioca,
partiram com o Josimar, ex-palmeirense.
O mundo inteiro se rende a homenagear,
os clubes se unem pra ajudar;
Riquelme, o craque hermano, por seis meses,
de graça, se dispôs a jogar;
então, Vanderlei, mediano jogador;
hoje, bom de Poker e excelente treinador,
por que você não se coloca à disposição pra treinar?
Já tem “estrangeiro” se oferecendo!
Mas, com o Ronaldinho não dá!?
Pense no Bragantino, onde sua estrela começou a brilhar
e pague pra ver, pode apostar sem blefe,
sugira o staff e faça o que mais você sabe fazer, liderar.
Assim, você revalida a sua desgastada imagem;
altruísmo não coaduna com egoísmo,
preenche a lacuna e homenageia o Caio Júnior,
jovem, competente e “paizão”;
aquele, bela lição, deixou aos filhos,
os de sangue e os de labor.
O que dizer do Matheus, um dos seus,
que esqueceu o passaporte
e não teve a má sorte nesse desencontro;
pois, não acompanhou a comissão técnica,
os dirigentes e demais convidados da ACF.
Ei, Vitu Chermont, agora é Sala de Imprensa
no Ninho do Urubu, nosso de cada dia;
então, vai comentar o Fla-Flu, com o PJ Clement;
mas, não há outro que Deva narrar melhor que o Pascovicci,
“toca a música do Fox Sports”,
nem analisar como o grande Vesgo,
ex-jogador, ex-treinador, sempre craque, Mário Sérgio,
contestador, cria do Fla e unanimidade no Grenal;
que, agora, deve estar se corroendo
com outra indignidade, a primeira, do Internacional;
cujo maior dirigente fala em tragédia pessoal
cita o adiamento, (in)justo, da rodada
e prepara a sua cilada no Tapetão.
Se valer a justiça divina, há de jogar a 2ª Divisão;
pois, já é um rebaixado moral.
Certamente, a hinchada colorada não pensa igual;
prefere a “morte” digna, que a vitória ilegal.
Demais periodistas não citados;
mas, para sempre lembrados
por quem os amava e convivia;
todos envolvidos nessa torrente de emoções,
familiares enlutados, amigos “destruídos”,
minha singela homenagem,
cuja inspiração não queria
associada às imagens, nem saber das reportagens;
apenas, passar a mensagem
de força, fé e coragem para seguir em frente.
Doravante, minutos de silêncio eclodem
e ecoam em nossos corpos, corações e mentes;
essa energia há de reverter-se num urro uníssono:
“Ê...Vamos, Vamos, Chapê!”

SRN,